Tuesday, April 10, 2007
A Páscoa é a arte de transformar as pedras mortas em coisas vivas.
Pega-se numa pedra, não numa pedra qualquer mas num ovo, que é uma pedra que tem coisas a dormir lá dentro.
Aquece-se ao Sol.
Deixa-se que os raios o penetrem, o aqueçam, o embalem.
Espera-se com paciência que chegue o Equinócio da Primavera.
Nessa altura repare-se com atenção: A pedra parte-se e de lá de dentro mexe-se uma coisa viva.
Não se sabe como foi lá posta porque a pedra não tem orifício de entrada. Não se sabe como aparece viva porque ainda logo antes era uma pedra morta.
Guarda-se na memória com atenção porque mal chegou já passou.
E tem sido assim desde há tempos.
Já era assim quando nasci.
Já era assim quando não houve tempo de deixar o pão levedar antes de iniciar a fuga para o lado da Primavera.
Tem sido assim.
Aquece-se ao Sol.
Deixa-se que os raios o penetrem, o aqueçam, o embalem.
Espera-se com paciência que chegue o Equinócio da Primavera.
Nessa altura repare-se com atenção: A pedra parte-se e de lá de dentro mexe-se uma coisa viva.
Não se sabe como foi lá posta porque a pedra não tem orifício de entrada. Não se sabe como aparece viva porque ainda logo antes era uma pedra morta.
Guarda-se na memória com atenção porque mal chegou já passou.
E tem sido assim desde há tempos.
Já era assim quando nasci.
Já era assim quando não houve tempo de deixar o pão levedar antes de iniciar a fuga para o lado da Primavera.
Tem sido assim.