Friday, February 17, 2006
Groo, O Errante
Mesmo um relógio parado dá as horas certas duas vezes por dia.
É difícil errar sempre. Mesmo o Groo nem sempre erra.
Por vezes fica no mesmo sítio por alguns momentos.
Errando um dia, on the road, numa mão a espada, o ganha-pão do cavaleiro errante, na outra um pão com queijo foi abordado por um mago.
Pelo menos parecia um mago. Barba branca longa suja, chapéu de bico, bengalão, olhar perdido como se estivesse a ler o Zohar de memória.
Ganha bem como cavaleiro errante? – Perguntou-lhe.
E o Groo - Que vai dando para o pão com queijo.
O mágico: «Toda a gente erra».
Groo: «É um facto».
O mágico: «Mas poucos ganham com isso».
Groo: «Pois».
O mágico: «O meu jovem amigo gostaria de tentar um trabalho, quer dizer trabalho até nem é muito é mais uma ocupação de tempos livres, mais rendoso?»
Groo: «E seria a fazer o quê?»
E o mágico explicou-lhe que era pouca coisa, tomar conta dos erros do mundo. As pessoas cometem erros, pagam por eles, incomodam-se, perdem tempo, se o Groo quisesse ficaria com os erros das pessoas, tomaria conta deles, acarinhá-los-ia como se fossem coisas vivas, cometê-los-ia por conta das outras pessoas, seria sempre sua a responsabilidade dos erros do mundo. - «Que acha, meu jovem amigo?»
Groo nem hesitou: «Não é por acaso que me chamam Groo o Errante»
Mergulhou nas suas novas tarefas com todo o ardor do recém-convertido.
Errou, errou, errou e continua a errar, é a parte da humanidade que só comete erros, por isso é que nós, os outros, somos tão puros.
Será que Groo tomou uma decisão acertada ao aceitar cometer todos os erros da humanidade?
Será que esse foi um dos seus primeiros grandes erros?
Será que o mago agiu com pureza de sentimentos?
Para uma resposta completa siga as instruções que lhe serão entregues na próxima noite de Lua Cheia numa cabine telefónica perto de si, entre as 03h00 e as 04h00.
É difícil errar sempre. Mesmo o Groo nem sempre erra.
Por vezes fica no mesmo sítio por alguns momentos.
Errando um dia, on the road, numa mão a espada, o ganha-pão do cavaleiro errante, na outra um pão com queijo foi abordado por um mago.
Pelo menos parecia um mago. Barba branca longa suja, chapéu de bico, bengalão, olhar perdido como se estivesse a ler o Zohar de memória.
Ganha bem como cavaleiro errante? – Perguntou-lhe.
E o Groo - Que vai dando para o pão com queijo.
O mágico: «Toda a gente erra».
Groo: «É um facto».
O mágico: «Mas poucos ganham com isso».
Groo: «Pois».
O mágico: «O meu jovem amigo gostaria de tentar um trabalho, quer dizer trabalho até nem é muito é mais uma ocupação de tempos livres, mais rendoso?»
Groo: «E seria a fazer o quê?»
E o mágico explicou-lhe que era pouca coisa, tomar conta dos erros do mundo. As pessoas cometem erros, pagam por eles, incomodam-se, perdem tempo, se o Groo quisesse ficaria com os erros das pessoas, tomaria conta deles, acarinhá-los-ia como se fossem coisas vivas, cometê-los-ia por conta das outras pessoas, seria sempre sua a responsabilidade dos erros do mundo. - «Que acha, meu jovem amigo?»
Groo nem hesitou: «Não é por acaso que me chamam Groo o Errante»
Mergulhou nas suas novas tarefas com todo o ardor do recém-convertido.
Errou, errou, errou e continua a errar, é a parte da humanidade que só comete erros, por isso é que nós, os outros, somos tão puros.
Será que Groo tomou uma decisão acertada ao aceitar cometer todos os erros da humanidade?
Será que esse foi um dos seus primeiros grandes erros?
Será que o mago agiu com pureza de sentimentos?
Para uma resposta completa siga as instruções que lhe serão entregues na próxima noite de Lua Cheia numa cabine telefónica perto de si, entre as 03h00 e as 04h00.
