Friday, December 16, 2005
O Polidor de Lentes
Desgarrado dos seus o polidor de lentes enfrenta a desgraça.
Condenado às penas da solidão pela culpa do seu pensamento a dor da solidão não consegue superar a crença na liberdade.
Esconde a luz do seu ser.
Esconde-a sob a forma de letras escritas em livros de capas falsas.
Homens de todo o mundo bebem da sua fonte de saber.
São todos seus irmãos naturais pois os filhos do mesmo pai e da mesma mãe foram proibidos de falar com ele.
É o pó do vidro que o mata, insidiosamente infiltrado dentro de si, como se inconscientemente a sociedade o tivesse condenado à morte pelo veneno, destino apesar de tudo comum em certos casos, e obedecesse a um desígnio maior que ela própria.
Condenado às penas da solidão pela culpa do seu pensamento a dor da solidão não consegue superar a crença na liberdade.
Esconde a luz do seu ser.
Esconde-a sob a forma de letras escritas em livros de capas falsas.
Homens de todo o mundo bebem da sua fonte de saber.
São todos seus irmãos naturais pois os filhos do mesmo pai e da mesma mãe foram proibidos de falar com ele.
É o pó do vidro que o mata, insidiosamente infiltrado dentro de si, como se inconscientemente a sociedade o tivesse condenado à morte pelo veneno, destino apesar de tudo comum em certos casos, e obedecesse a um desígnio maior que ela própria.
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Mas ele sabe que é justamente no trabalho da lente que o reflecte que está a salvação. Quando a lente deixar de reflectir a solidão e o pó e reflectir o mundo que nele habita, a lente está polida, o trabalho está feito, e ele está salvo. E não há forma de não ser assim. Ele está (mesmo) condenado á salvação. Malgré lui...
A lente que reflecte a solidão, o pó, o sonho,o sonho que reflecte a lente, a solidão, o polidor, o polidor que se reflecte na lente apesar do pó e da solidão.
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