Saturday, December 03, 2005
O Construtor de Momentos, a Estratégia da Aranha
E assim vai a aranha tecendo a teia.
E são tão bonitas as teias de aranha.
De manhã quando o orvalho as cobre de rendas, quando reflectimos na leveza e no engenho com que foram tecidas pela aranha fiadeira.
A teia de aranha é suporte pela sua beleza das metáforas mais arrojadas.
E mirem como é bela a morte da mosca apanhada na teia da aranha, amortalhada de pronto no suave fio que a deixa presa gentil mas firmemente, sugada dos seus líquidos supérfluos e embalsamada para sustento e continuação da aranha.
Como a mosca se debate com leveza, como se agita, como se prende a ela própria cada vez mais no seu destino inexorável numa espécie de dança em rodopios elegantes.
É que as histórias contadas com teias de aranha normalmente acabam por andar em volta do facto de a bela teia ser um instrumento de caça e morte.
Compare-se por exemplo a teia da aranha ao vestido da noiva, ao véu da noiva tão celebrado por poetas de todos os feitios (bom feitio, mau feitio e às vezes).
O casamento é a festa da mulher, a festa que celebra o facto de a inocente mosca em forma de noivo se preparar sorridente para ser devorada no topo de um bolo foleiro, em andares, por um espécimen coroado de uma teia que é o véu de noiva.
E as mulheres sorriem cúmplices umas para as outras enquanto os homens se resignam à sua sorte conscientes de que há certos conhecimentos que não são transmissíveis, apenas podem ser vividos.
E há algo mais hábil e poético que a forma feminina de construir um Lar Doce Lar?
E são tão bonitas as teias de aranha.
De manhã quando o orvalho as cobre de rendas, quando reflectimos na leveza e no engenho com que foram tecidas pela aranha fiadeira.
A teia de aranha é suporte pela sua beleza das metáforas mais arrojadas.
E mirem como é bela a morte da mosca apanhada na teia da aranha, amortalhada de pronto no suave fio que a deixa presa gentil mas firmemente, sugada dos seus líquidos supérfluos e embalsamada para sustento e continuação da aranha.
Como a mosca se debate com leveza, como se agita, como se prende a ela própria cada vez mais no seu destino inexorável numa espécie de dança em rodopios elegantes.
É que as histórias contadas com teias de aranha normalmente acabam por andar em volta do facto de a bela teia ser um instrumento de caça e morte.
Compare-se por exemplo a teia da aranha ao vestido da noiva, ao véu da noiva tão celebrado por poetas de todos os feitios (bom feitio, mau feitio e às vezes).
O casamento é a festa da mulher, a festa que celebra o facto de a inocente mosca em forma de noivo se preparar sorridente para ser devorada no topo de um bolo foleiro, em andares, por um espécimen coroado de uma teia que é o véu de noiva.
E as mulheres sorriem cúmplices umas para as outras enquanto os homens se resignam à sua sorte conscientes de que há certos conhecimentos que não são transmissíveis, apenas podem ser vividos.
E há algo mais hábil e poético que a forma feminina de construir um Lar Doce Lar?
Comments:
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E essa habilidade poética e "feminina" de construir o doce lar, também há homens que a desempenham bem. Sem deixarem de ser homens. Sem deixar de ser "feminina". A teia não tem sexo...
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