Thursday, December 29, 2005
Iogurte de sabor a morango e caracóis XI. A Vingança.
Não sei com quem a mulher falou mas na noite seguinte uma nave espacial marciana aterrou no jardim zoológico.
Era um trenó puxado por quatro renas, uma azul, uma branca, outra encarnada e outra preta.
Lá dentro um marciano com o seu fato encarnado e branco ria para nós em gargalhadas amigas.
Falou comigo, falou com os da resistência.
Foi convocado conselho de guerra para que o menino foi chamado pois todos lhe reconheciam maturidade mais que suficiente e grande sabedoria.
Expusemos os nossos pontos de vista.
A mãe do menino entendia que a grande razão da nossa luta era matar caracóis, fazê-los pagar pelo que nos tinham feito. Vingar o sangue derramado, o do Virgílio, o de todos.
Eu entendia que a razão da nossa luta era devolver a dignidade de rainha da criação à espécie humana.
Que meios tinha eu para isso, perguntava-me ela e eu embatocava.
Pois até lá mantinha-se o que estava, a emboscada mortífera, o assassinato, a guerra aberta.
Foi o menino que salvou o dia:
- «De que é que eles gostam?»
- «De nós.»
- «Com quê?»
- «Com orégãos!»
É começar a tratar dos orégãos.
Se a actual situação foi criada por uma alteração genética precipitada feita por um cozinheiro louco na estrutura dos caracóis há que alterar a situação por aí mesmo.
Foi o marciano que criou a fórmula que permitiu intervir nos orégãos e fazer com que os caracóis que comessem as plantas assim alteradas se transformassem em mansos gastrópodes.
Foi formado um comité, que começou a tratar os orégãos e a substituir os naturais pelos modificados.
À medida que os caracóis iam temperando os humanos com os orégãos modificados iam ficando mansos, e os seus filhos ficavam mansos e cruzavam-se com os bravos e os filhos eram mansos.
Em poucos meses as nossas condições de vida alteravam-se completamente.
Pena era que o tratamento dos caracóis se fizesse necessariamente à custa de vidas humanas.
Esta situação durou meses de calma. Havia já regiões da Europa declaradas livres de caracóis, em Portugal estes já eram comidos novamente como nos tempos da normalidade, acompanhados de cerveja que já era possível produzir. Outras mulheres tinham aparecido e até famílias inteiras que se tinham conseguido manter escondidas.
Era um trenó puxado por quatro renas, uma azul, uma branca, outra encarnada e outra preta.
Lá dentro um marciano com o seu fato encarnado e branco ria para nós em gargalhadas amigas.
Falou comigo, falou com os da resistência.
Foi convocado conselho de guerra para que o menino foi chamado pois todos lhe reconheciam maturidade mais que suficiente e grande sabedoria.
Expusemos os nossos pontos de vista.
A mãe do menino entendia que a grande razão da nossa luta era matar caracóis, fazê-los pagar pelo que nos tinham feito. Vingar o sangue derramado, o do Virgílio, o de todos.
Eu entendia que a razão da nossa luta era devolver a dignidade de rainha da criação à espécie humana.
Que meios tinha eu para isso, perguntava-me ela e eu embatocava.
Pois até lá mantinha-se o que estava, a emboscada mortífera, o assassinato, a guerra aberta.
Foi o menino que salvou o dia:
- «De que é que eles gostam?»
- «De nós.»
- «Com quê?»
- «Com orégãos!»
É começar a tratar dos orégãos.
Se a actual situação foi criada por uma alteração genética precipitada feita por um cozinheiro louco na estrutura dos caracóis há que alterar a situação por aí mesmo.
Foi o marciano que criou a fórmula que permitiu intervir nos orégãos e fazer com que os caracóis que comessem as plantas assim alteradas se transformassem em mansos gastrópodes.
Foi formado um comité, que começou a tratar os orégãos e a substituir os naturais pelos modificados.
À medida que os caracóis iam temperando os humanos com os orégãos modificados iam ficando mansos, e os seus filhos ficavam mansos e cruzavam-se com os bravos e os filhos eram mansos.
Em poucos meses as nossas condições de vida alteravam-se completamente.
Pena era que o tratamento dos caracóis se fizesse necessariamente à custa de vidas humanas.
Esta situação durou meses de calma. Havia já regiões da Europa declaradas livres de caracóis, em Portugal estes já eram comidos novamente como nos tempos da normalidade, acompanhados de cerveja que já era possível produzir. Outras mulheres tinham aparecido e até famílias inteiras que se tinham conseguido manter escondidas.
Comments:
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quem havia de imaginar tantas semelhanças entre humanos e caracóis quanto às suas potencialidades épicas... e anti-épicas?
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