Saturday, December 24, 2005
Iogurte de Sabor a Morango e Caracóis VII de volta à vida urbana
As cidades tinham sido ermadas.
Não havia pessoas nelas tanto quanto os passantes soubessem.
Os caracóis já não as vigiavam.
Era uma boa altura para regressar à cidade e ver o que lá havia. Avisei a rapariga e fui.
De noite, com muito cuidado, sempre fora das estradas, vi ao longe duas patrulhas das caracoletas.
Vinham desarmadas, confiantes, pela estrada.
Entrei na cidade e comecei a procurar.
Quase tudo tinha sido queimado pelos caracóis. As casas de habitação tinham ardido.
Lojas, centros comerciais, tudo tinha sido devastado e na maior parte pilhado sem método.
Cruzei-me com dois grupos de caracóis que tiravam fotografias descontraidamente.
Restos de esqueletos humanos cuspidos amontoavam-se de vez em quando nas esquinas como se fossem espinhas de peixe na beira do prato.
Acabei por encontrar um sítio relativamente limpo.
No centro do jardim zoológico uma casa que tinha sido habitada por animais, talvez gorilas. As condições não eram óptimas, mas havia um tecto e paredes e água perto.
Limpei tudo o melhor que podia.
Fiz o trajecto inverso e mais uma vez apenas vi uma coluna de caracoletas azuis ao longe.
No supermercado fiz as compras necessárias, enchi duas mochilas com comida e roupa. Uma maior para mim e outra mais pequena para a rapariga que estava a deixar de estar em condições de andar a fazer grandes esforços.
Segui o mesmo caminho de volta à cidade com a rapariga.
Não gostou nada da ideia de ficar na jaula dos gorilas.
- «O meu filho vai nascer na aldeia dos macacos?»
- «É o melhor que se arranja.» Disse-lhe eu.
Contrariada mas ficou.
Não havia pessoas nelas tanto quanto os passantes soubessem.
Os caracóis já não as vigiavam.
Era uma boa altura para regressar à cidade e ver o que lá havia. Avisei a rapariga e fui.
De noite, com muito cuidado, sempre fora das estradas, vi ao longe duas patrulhas das caracoletas.
Vinham desarmadas, confiantes, pela estrada.
Entrei na cidade e comecei a procurar.
Quase tudo tinha sido queimado pelos caracóis. As casas de habitação tinham ardido.
Lojas, centros comerciais, tudo tinha sido devastado e na maior parte pilhado sem método.
Cruzei-me com dois grupos de caracóis que tiravam fotografias descontraidamente.
Restos de esqueletos humanos cuspidos amontoavam-se de vez em quando nas esquinas como se fossem espinhas de peixe na beira do prato.
Acabei por encontrar um sítio relativamente limpo.
No centro do jardim zoológico uma casa que tinha sido habitada por animais, talvez gorilas. As condições não eram óptimas, mas havia um tecto e paredes e água perto.
Limpei tudo o melhor que podia.
Fiz o trajecto inverso e mais uma vez apenas vi uma coluna de caracoletas azuis ao longe.
No supermercado fiz as compras necessárias, enchi duas mochilas com comida e roupa. Uma maior para mim e outra mais pequena para a rapariga que estava a deixar de estar em condições de andar a fazer grandes esforços.
Segui o mesmo caminho de volta à cidade com a rapariga.
Não gostou nada da ideia de ficar na jaula dos gorilas.
- «O meu filho vai nascer na aldeia dos macacos?»
- «É o melhor que se arranja.» Disse-lhe eu.
Contrariada mas ficou.