Friday, December 30, 2005
Iogurte de Morango e Caracóis, Parte XII, A Traição
De repente deixou de fazer efeito.
Em Cacilhas um barco que se preparava para atravessar o Tejo foi assaltado por uma coluna de caracóis que aparentemente teriam sido pacificados.
O massacre fez reviver as horas do terror.
O que se passara?
Aqueles caracóis já eram de segunda geração de mansos, não havia explicação.
Finalmente capturados foram postos a tormentos e um deles preparava-se para narrar o que se tinha passado. No entanto umas folhas de funcho preparadas com cianeto de potássio fizeram-no calar para sempre.
Os outros morreram calados.
Quem lhe servira o cianeto?
Só mão humana o podia ter feito.
Sim, só por mão humana o caracol salvara o criminoso segredo!
Fui eu encarregado de investigar o que se passava.
Consultei os rapazes que me seguiam desde o conselho de guerra em que eu tinha feito vingar a ideia de agir por dentro dos caracóis.
Alguns deles toda a gente sabia que me acompanhavam desde essa altura. Outros estavam na estrutura da resistência que apesar de tudo ainda se mantinha. Estes últimos estavam permanentemente arriscados a serem mortos em combate pelos caracóis ou a serem descobertos pela resistência e entregues aos caracóis (era esse o castigo da resistência agora, entregava os prevaricadores ao inimigo para que os torturasse e comesse).
Por outro lado dentro da estrutura dos meus amigos havia tipos que eu sabia perfeitamente que a sua lealdade ia para a resistência e calculava que havia muitos mais.
Foi um rapaz da resistência que me falou de duas coisas: Uma que o guarda da prisão onde o caracol estava preso fizera parte da resistência até sair três anos antes com grande alarido.
Outra que o Zé desaparecera e embora se soubesse que estava vivo ninguém o encontrava.
Mandei seguir o guarda da prisão e não descobri nada. O homem parecia não ter contactos com ninguém.
E resolvi fazer uma festa de aniversário do menino.
Em Cacilhas um barco que se preparava para atravessar o Tejo foi assaltado por uma coluna de caracóis que aparentemente teriam sido pacificados.
O massacre fez reviver as horas do terror.
O que se passara?
Aqueles caracóis já eram de segunda geração de mansos, não havia explicação.
Finalmente capturados foram postos a tormentos e um deles preparava-se para narrar o que se tinha passado. No entanto umas folhas de funcho preparadas com cianeto de potássio fizeram-no calar para sempre.
Os outros morreram calados.
Quem lhe servira o cianeto?
Só mão humana o podia ter feito.
Sim, só por mão humana o caracol salvara o criminoso segredo!
Fui eu encarregado de investigar o que se passava.
Consultei os rapazes que me seguiam desde o conselho de guerra em que eu tinha feito vingar a ideia de agir por dentro dos caracóis.
Alguns deles toda a gente sabia que me acompanhavam desde essa altura. Outros estavam na estrutura da resistência que apesar de tudo ainda se mantinha. Estes últimos estavam permanentemente arriscados a serem mortos em combate pelos caracóis ou a serem descobertos pela resistência e entregues aos caracóis (era esse o castigo da resistência agora, entregava os prevaricadores ao inimigo para que os torturasse e comesse).
Por outro lado dentro da estrutura dos meus amigos havia tipos que eu sabia perfeitamente que a sua lealdade ia para a resistência e calculava que havia muitos mais.
Foi um rapaz da resistência que me falou de duas coisas: Uma que o guarda da prisão onde o caracol estava preso fizera parte da resistência até sair três anos antes com grande alarido.
Outra que o Zé desaparecera e embora se soubesse que estava vivo ninguém o encontrava.
Mandei seguir o guarda da prisão e não descobri nada. O homem parecia não ter contactos com ninguém.
E resolvi fazer uma festa de aniversário do menino.
