Tuesday, December 27, 2005
Iogurte com sabor a morango e caracóis X. Parto seguido de O Menino e de Os Marcianos.
O momento do parto chegava.
A rapariga perdeu as águas e começou a sentir dores.
Sentia também frio.
Os da resistência conseguiram encontrar umas peles de animais que puseram a aquecer a jaula dos gorilas. O Zé assistiu ao parto.
A criança nasceu. Nasceu perfeita e era um menino.
Ficámos todos de roda dele a admirá-lo.
Mal teve forças para isso a rapariga juntou-se à resistência.
Aliás acabou por juntar os trapinhos com o Virgílio e desataram aos tiros por tudo o que era caracol.
Com o tempo veio a ser ela a chefe da resistência quando o Virgílio acabou preso pelos caracóis, e depois de sumariamente julgado esquartejado, temperado com orégãos e comido.
O menino entretanto dava mostras de grande inteligência.
Fui eu quem ficou encarregado da sua educação.
Mal aprendeu a ler começou a trabalhar comigo nos planos para contactar os marcianos.
Aprendemos a fazer iogurte de morango sem ser preciso recorrer aos supermercados, entretanto esgotados.
Os da resistência pelo menos mostravam-nos o caminho do orgulho de ser humano.
Tinha o menino dez anos quando nos sentamos a meditar sobre as propriedades do iogurte de sabor a morango, concentrámo-nos sobre as emanações do seu poder não sei já qual de nós conseguiu estabelecer os planos para a construção de um telemóvel interplanetário.
Foi uma tarefa épica a recolha dos materiais para a sua construção. Mal lançámos a ideia vieram de toda a parte gentes variadas com materiais, alguns deles necessários, outros não mas que agradecíamos na mesma.
Afinal a humanidade conseguia revelar ainda as características de solidariedade que durante milénios a tinha feito rainha da criação.
Uma noite conseguimos estabelecer a ligação com Marte.
Era eu que estava ao telefone. Do outro lado atendeu-me uma voz feminina.
Falava marciano e eu não, apercebi-me pela inflexão da voz dela que se preparava para desligar o telefone, como se eu lhe estivesse a vender a participação num concurso de televisão ou a vender aspiradores ou coisa assim. Chamei o menino:
- «Moço, anda cá que temos ligação!»
- «Está lá, é de Marte?» Disse ele.
A mulher do outro lado desta vez percebeu, a ele entendia-o, talvez por ele ser um menino inocente.
Era uma dona de casa que tinha ido buscar o filho à escola e estava a ficar sem bateria.
Rapidamente o menino contou-lhe as nossas vicissitudes, os horrores da caracolização.
Prometeu agir.
A rapariga perdeu as águas e começou a sentir dores.
Sentia também frio.
Os da resistência conseguiram encontrar umas peles de animais que puseram a aquecer a jaula dos gorilas. O Zé assistiu ao parto.
A criança nasceu. Nasceu perfeita e era um menino.
Ficámos todos de roda dele a admirá-lo.
Mal teve forças para isso a rapariga juntou-se à resistência.
Aliás acabou por juntar os trapinhos com o Virgílio e desataram aos tiros por tudo o que era caracol.
Com o tempo veio a ser ela a chefe da resistência quando o Virgílio acabou preso pelos caracóis, e depois de sumariamente julgado esquartejado, temperado com orégãos e comido.
O menino entretanto dava mostras de grande inteligência.
Fui eu quem ficou encarregado da sua educação.
Mal aprendeu a ler começou a trabalhar comigo nos planos para contactar os marcianos.
Aprendemos a fazer iogurte de morango sem ser preciso recorrer aos supermercados, entretanto esgotados.
Os da resistência pelo menos mostravam-nos o caminho do orgulho de ser humano.
Tinha o menino dez anos quando nos sentamos a meditar sobre as propriedades do iogurte de sabor a morango, concentrámo-nos sobre as emanações do seu poder não sei já qual de nós conseguiu estabelecer os planos para a construção de um telemóvel interplanetário.
Foi uma tarefa épica a recolha dos materiais para a sua construção. Mal lançámos a ideia vieram de toda a parte gentes variadas com materiais, alguns deles necessários, outros não mas que agradecíamos na mesma.
Afinal a humanidade conseguia revelar ainda as características de solidariedade que durante milénios a tinha feito rainha da criação.
Uma noite conseguimos estabelecer a ligação com Marte.
Era eu que estava ao telefone. Do outro lado atendeu-me uma voz feminina.
Falava marciano e eu não, apercebi-me pela inflexão da voz dela que se preparava para desligar o telefone, como se eu lhe estivesse a vender a participação num concurso de televisão ou a vender aspiradores ou coisa assim. Chamei o menino:
- «Moço, anda cá que temos ligação!»
- «Está lá, é de Marte?» Disse ele.
A mulher do outro lado desta vez percebeu, a ele entendia-o, talvez por ele ser um menino inocente.
Era uma dona de casa que tinha ido buscar o filho à escola e estava a ficar sem bateria.
Rapidamente o menino contou-lhe as nossas vicissitudes, os horrores da caracolização.
Prometeu agir.

