Friday, December 30, 2005
Cais do Sodré, manhã de nevoeiro.
Por cima do Rio as nuvens.
Por cima das nuvens o Cristo Rei abre os braços em sinal de protecção.
Em baixo os barcos agradecidos flutuam.
As gaivotas pousadas na água batem as asas para afastar o nevoeiro dos cargueiros ferrugentos que se aprestam a sair para o Sol Nascente subindo o Rio.
Ruídos estranhos, maquinais, cadenciados como um carpinteiro gigantesco a martelar um andaime para a construção de uma torre até ao céu por cima do nevoeiro. A cidade a acordar.
Por cima das nuvens o Cristo Rei abre os braços em sinal de protecção.
Em baixo os barcos agradecidos flutuam.
As gaivotas pousadas na água batem as asas para afastar o nevoeiro dos cargueiros ferrugentos que se aprestam a sair para o Sol Nascente subindo o Rio.
Ruídos estranhos, maquinais, cadenciados como um carpinteiro gigantesco a martelar um andaime para a construção de uma torre até ao céu por cima do nevoeiro. A cidade a acordar.
Comments:
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E todos os dias a cidade acorda. Nem todos os dias se assiste ao acordar da cidade. Será que a cidade acorda nos dias em que não se assiste ao seu acordar?
Claro que não.
A cidade só finge acordar para te enganar.
Se te virares muito depressa de costas vais ver que a cidade continua a dormir.
A cidade só finge acordar para te enganar.
Se te virares muito depressa de costas vais ver que a cidade continua a dormir.
Não, ela só continua a dormir se eu não me virar. Se eu me virar muito depressa ela acorda. E se eu estiver a dormir ela nem sequer existe. Eu sei, porque já vi!
Não estamos a falar da mesma cidade!
A minha só existe se eu estiver a dormir.
Quando acordo as pétalas das flores fecham-se para esconder a festa que vive dentro delas.
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A minha só existe se eu estiver a dormir.
Quando acordo as pétalas das flores fecham-se para esconder a festa que vive dentro delas.
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