Saturday, November 12, 2005
O Buraco, história breve do planeta dos dois sóis
De qualquer modo com algumas más interpretações no meio a rainha ficou satisfeita com as suas explicações e convidou-o a ficar no palácio pelo menos enquanto durasse o salmão.
Para o pôr ao corrente da história local destacou uma conselheira, que o inteirou de alguns factos importantes.
A guerra entre os seres de uma perna e os seres de duas pernas não era tão antiga como a história do planeta.
No princípio tudo fora como na própria Terra, havia plantas, animais herbívoros que comiam plantas, animais carnívoros que comiam animais herbívoros que comiam plantas e havia os seres de duas pernas que comiam tudo isso.
Um dia de um buraco no solo brotou um alienígena que explicara aos seres de duas pernas que comer outros animais era uma coisa muito feia, porque estes deviam ser respeitados.
As suas palavras foram interpretadas para além da letra e formaram-se grupos de exaltados que mataram todos os animais do planeta (não, não fora uma miragem o esqueleto que vira no deserto) a fim de que não pudessem ser comidos.
Ao ver as consequências da má interpretação das suas palavras, ao ver que os animais tinham sido massacrados, o alienígena resolvera modificar os genes das plantas fazendo-as sofrer e pensar.
Sobravam os insectos, os que na primeira viagem e ao longe lhe tinham parecido pássaros, mas esses não eram comestíveis e além disso eram extremamente ferozes.
Tendo convertido os seres de duas pernas ao vegetarianismo e tendo dotado as plantas de imaginação o alienígena partiu com o pretexto de se ter esquecido de pôr uma moeda no parquímetro no seu planeta de origem e deixou para trás de si o estado de guerra permanente em que o planeta dos dois sóis se encontrava agora.
Perguntou à conselheira porque se encontrava o acampamento no deserto e qual o papel aparentemente tão relevante da menina falecida.
Foi-lhe explicado que no planeta dos dois sóis as terras com aptidão agrícola eram escassas. E secas.
As plantas lutavam tenazmente para introduzir espécies que secassem as fontes e tornassem a agricultura impossível, assim matando os seres de duas pernas.
Raramente chovia, a chuva tinha de ser provocada por seres especialmente dotados das qualidades necessárias, que eram raríssimos.
A menina era uma dessas pessoas. Deslocara-se com um grupo numeroso de forma a escoltá-la até à orla do deserto para fazer chover naquele local em que a encontrara.
Durante a noite as plantas, usando provavelmente um método comum nelas, a emissão de perfume tóxico, teria feito a menina afastar-se da escolta e dirigir-se às silvas, que a trataram da maneira que vira.
Daí que para além da perda pessoal que é para cada pessoa na comunidade a perda de um dos seus membros tivesse havido consternação pela perda de uma pessoa de características tão raras e benéficas.
Para o pôr ao corrente da história local destacou uma conselheira, que o inteirou de alguns factos importantes.
A guerra entre os seres de uma perna e os seres de duas pernas não era tão antiga como a história do planeta.
No princípio tudo fora como na própria Terra, havia plantas, animais herbívoros que comiam plantas, animais carnívoros que comiam animais herbívoros que comiam plantas e havia os seres de duas pernas que comiam tudo isso.
Um dia de um buraco no solo brotou um alienígena que explicara aos seres de duas pernas que comer outros animais era uma coisa muito feia, porque estes deviam ser respeitados.
As suas palavras foram interpretadas para além da letra e formaram-se grupos de exaltados que mataram todos os animais do planeta (não, não fora uma miragem o esqueleto que vira no deserto) a fim de que não pudessem ser comidos.
Ao ver as consequências da má interpretação das suas palavras, ao ver que os animais tinham sido massacrados, o alienígena resolvera modificar os genes das plantas fazendo-as sofrer e pensar.
Sobravam os insectos, os que na primeira viagem e ao longe lhe tinham parecido pássaros, mas esses não eram comestíveis e além disso eram extremamente ferozes.
Tendo convertido os seres de duas pernas ao vegetarianismo e tendo dotado as plantas de imaginação o alienígena partiu com o pretexto de se ter esquecido de pôr uma moeda no parquímetro no seu planeta de origem e deixou para trás de si o estado de guerra permanente em que o planeta dos dois sóis se encontrava agora.
Perguntou à conselheira porque se encontrava o acampamento no deserto e qual o papel aparentemente tão relevante da menina falecida.
Foi-lhe explicado que no planeta dos dois sóis as terras com aptidão agrícola eram escassas. E secas.
As plantas lutavam tenazmente para introduzir espécies que secassem as fontes e tornassem a agricultura impossível, assim matando os seres de duas pernas.
Raramente chovia, a chuva tinha de ser provocada por seres especialmente dotados das qualidades necessárias, que eram raríssimos.
A menina era uma dessas pessoas. Deslocara-se com um grupo numeroso de forma a escoltá-la até à orla do deserto para fazer chover naquele local em que a encontrara.
Durante a noite as plantas, usando provavelmente um método comum nelas, a emissão de perfume tóxico, teria feito a menina afastar-se da escolta e dirigir-se às silvas, que a trataram da maneira que vira.
Daí que para além da perda pessoal que é para cada pessoa na comunidade a perda de um dos seus membros tivesse havido consternação pela perda de uma pessoa de características tão raras e benéficas.