Tuesday, November 08, 2005
O Buraco episódio III, a sardinhada
Emergiu do outro lado quando um dos sóis já se tinha posto e o outro se aproximava do ocaso.
Não estava no mesmo sítio.
Uma selva emaranhada aguardava-o mal saiu do poço.
Começou a tentar andar no meio dela e sentiu uma picada na perna esquerda, olhou e viu que uma espécie de trepadeira se lhe enraizava pela perna acima e lhe começava a sugar o sangue.
«Socorro!» Pediu, apenas para atrair mais e mais trepadeiras, que o começaram a cheirar com ar carnívoro.
Num instante estava coberto delas e as feridas no corpo começavam a enfraquecê-lo.
Viu então um clarão seguido de outro. As trepadeiras carnívoras recuaram em pânico enquanto os seres mais belos que vira na sua vida disparavam salvas de herbicida.
Num momento mordazes as trepadeiras guinchavam agora de terror e largavam-lhe o corpo com promessas de havemos de voltar a ti espelhadas no olhar.
Uma rapariga alta aproximou-se dele e começou a pensar-lhe as feridas.
Falou-lhe numa língua estranha, insistiu nas perguntas e pôs um ar admirado quando viu a sua atrapalhação.
Ela e as companheiras levaram-no para o seu acampamento.
Junto do fogo assavam batatas.
Consciente de que podia estar a ser observado pelos espiões do Rei Olmo sorriu muito mas não comeu. Em contrapartida abriu umas latas de sardinhas e dispôs-se a partilhá-las com as suas salvadoras.
No princípio cheiraram-nas desconfiadas. A que o pensara provou um bocadinho. Daí a pouco todas queriam mais.
(No seu bosque preferido o Rei Olmo foi informado destes acontecimentos e pensou que as coisas estavam a correr de feição)
Uma das salvadoras que tinha mais jeito para lavores pegou nas latas vazias e construiu um tradutor automático que lhes permitiu comunicar com o terrestre.
Não estava no mesmo sítio.
Uma selva emaranhada aguardava-o mal saiu do poço.
Começou a tentar andar no meio dela e sentiu uma picada na perna esquerda, olhou e viu que uma espécie de trepadeira se lhe enraizava pela perna acima e lhe começava a sugar o sangue.
«Socorro!» Pediu, apenas para atrair mais e mais trepadeiras, que o começaram a cheirar com ar carnívoro.
Num instante estava coberto delas e as feridas no corpo começavam a enfraquecê-lo.
Viu então um clarão seguido de outro. As trepadeiras carnívoras recuaram em pânico enquanto os seres mais belos que vira na sua vida disparavam salvas de herbicida.
Num momento mordazes as trepadeiras guinchavam agora de terror e largavam-lhe o corpo com promessas de havemos de voltar a ti espelhadas no olhar.
Uma rapariga alta aproximou-se dele e começou a pensar-lhe as feridas.
Falou-lhe numa língua estranha, insistiu nas perguntas e pôs um ar admirado quando viu a sua atrapalhação.
Ela e as companheiras levaram-no para o seu acampamento.
Junto do fogo assavam batatas.
Consciente de que podia estar a ser observado pelos espiões do Rei Olmo sorriu muito mas não comeu. Em contrapartida abriu umas latas de sardinhas e dispôs-se a partilhá-las com as suas salvadoras.
No princípio cheiraram-nas desconfiadas. A que o pensara provou um bocadinho. Daí a pouco todas queriam mais.
(No seu bosque preferido o Rei Olmo foi informado destes acontecimentos e pensou que as coisas estavam a correr de feição)
Uma das salvadoras que tinha mais jeito para lavores pegou nas latas vazias e construiu um tradutor automático que lhes permitiu comunicar com o terrestre.