Tuesday, November 29, 2005
Construtor de momentos, olhares
Os olhos.
Os olhos não se cruzam, emitem raios de energia que embatem uns nos outros criando formas novas de energia.
Por exemplo um trocar de olhares perfeito é aquele em que sem querer duas pessoas formam uma coluna só de energia que se encontra a meio caminho e produz efeitos luminosos, pequenas estrelas brilhantes, coloridas, que refluem, entram pelo nervo óptico de cada uma descem e tocam a campainha do telefone do coração.
A partir daí a vida passa a ter outro sentido.
Mas não é isso que se passa na generalidade dos casos.
O olhar, a coluna de energia claro, as estrelinhas também, mas quando estas refluem na direcção do coração de um podem ir ter ao fígado de outro.
A isso se chama um ligeiro desencontro.
A consequência do ligeiro desencontro é o fenómeno do curso do rio. Os pequenos desvios a montante são da dimensão de estuários a jusante.
Nos olhos de uma pessoa a franqueza pode ser uma coisa, um sentimento, uma devoção, nos olhos de outra que com que troque olhares podem as devoções ser a deuses diversos.
Não há como nas estradas sinais que digam este olhar é prioritário, ou é de sentido obrigatório, não há nessas coisas de olhares semáforos que nos advirtam amarelo ou nos façam parar.
Só os olhos, negros como poços que dessedentam, que formam túneis em que se crê ver o interior da gente, azuis como os lugares comuns que se costuma dizer sobre olhos azuis, oceanos, cor do céu e essas coisas.
Olhares, que são as emanações dos olhos, que se destinam a ser vistos por outros olhos e a construir fórmulas químicas.
Por um olhar teu se perdeu a minha alma.
E a tua, perdeste-a no mesmo lugar onde eu perdi a minha?
Os olhos não se cruzam, emitem raios de energia que embatem uns nos outros criando formas novas de energia.
Por exemplo um trocar de olhares perfeito é aquele em que sem querer duas pessoas formam uma coluna só de energia que se encontra a meio caminho e produz efeitos luminosos, pequenas estrelas brilhantes, coloridas, que refluem, entram pelo nervo óptico de cada uma descem e tocam a campainha do telefone do coração.
A partir daí a vida passa a ter outro sentido.
Mas não é isso que se passa na generalidade dos casos.
O olhar, a coluna de energia claro, as estrelinhas também, mas quando estas refluem na direcção do coração de um podem ir ter ao fígado de outro.
A isso se chama um ligeiro desencontro.
A consequência do ligeiro desencontro é o fenómeno do curso do rio. Os pequenos desvios a montante são da dimensão de estuários a jusante.
Nos olhos de uma pessoa a franqueza pode ser uma coisa, um sentimento, uma devoção, nos olhos de outra que com que troque olhares podem as devoções ser a deuses diversos.
Não há como nas estradas sinais que digam este olhar é prioritário, ou é de sentido obrigatório, não há nessas coisas de olhares semáforos que nos advirtam amarelo ou nos façam parar.
Só os olhos, negros como poços que dessedentam, que formam túneis em que se crê ver o interior da gente, azuis como os lugares comuns que se costuma dizer sobre olhos azuis, oceanos, cor do céu e essas coisas.
Olhares, que são as emanações dos olhos, que se destinam a ser vistos por outros olhos e a construir fórmulas químicas.
Por um olhar teu se perdeu a minha alma.
E a tua, perdeste-a no mesmo lugar onde eu perdi a minha?
Comments:
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Vi um olhar e uma alma a flutuar no rio, outra alma a flutuar no ar. Depois desapareceram. Não vi nada a flutuar no mar. Não sei se há detectives para encontrar este tipo de ojectos.
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