Friday, November 04, 2005

 

Adriano e o Faraó

Capítulo VII.
Episódio II


A Clarinha compõe-se. Passa os dedos no cabelo desalinhado e põe um ar sorridente, tanto quanto a situação o permite.

Dirige-se à sala e chega lá ao mesmo tempo que o Tó.

Afogueada, porém, a respiração alterada do exercício.

Ao ver o sorriso da Clarinha o Tó arreda para trás os maus pensamentos, que não pode ser, aquela doce criatura não. Ouve a respiração entrecortada, o peito que sobe e desce com ritmo de cortar a respiração.
E corta-se-lhe a respiração, que são más-línguas, então ele não vê o efeito que causa nela?
A respiração ofegante da sua presença?

Esta mulher ama-me.

Como pude ser tão parvo a pontos de dar crédito a cartas anónimas?

Caem nos braços um do outro.

Comments:
Como o ser humano se alimenta das ilusões que constrói, que quer ver...
 
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