Tuesday, October 04, 2005
Solidão
| Um longo trecho de Erik Satie a ecoar dentro das paredes do cérebro como um sopro baixinho.Um cadeirão e um livro, mais a vontade de o ler.Uma tisana bebida quente enquanto o seu calor me faz companhia, por um momento.Um cheiro a recordação dentro da memória do computador, um texto antigo, ainda pouco trabalhado.Um rosto meio encoberto pelo nevoeiro com que por caridade o tempo envolve o que nos dói.Um apressar do passo primeiro sem direcção, depois com um sorriso forçado de determinação. Arrasto-me de ombros levantados até que o sorriso seja verdadeiro, apetece-me fazer qualquer coisa, oferecer-me um presente, apanhar um autocarro e seguir nele aos solavancos até à última paragem, para ver se há de facto uma última paragem dos autocarros |