Monday, October 17, 2005
Sobre aqueles que moram na linha
| As casas têm em geral o hábito de ficar sempre no mesmo sítio. Uma pessoa pode dizer mesmo que mora na Rua Tal número 13, e isso corresponder a uma realidade orientadora. Quem me quiser ver pode encontrar-me lá. Não os comboios. Movem-se. Partem e partem outra vez, dormem em estações sujas e cheias de óleo. Com esse mover causam uma certa desorientação: Pode um cidadão dizer que mora na composição número 5437, carruagem 13, da Linha do Norte? Por isso as pessoas que moram em comboios tendem a encarar as moradas como meios de passagem. Eu explico: Quem se lembra de comprar bilhete para entrar em casa? Ou bilhete de ida e volta de cada vez que chega do trabalho e vai dormir a casa? No entanto o sentimento da viagem é um sentimento universal, é um sentimento que nos une, que faz de nós humanos, transitórios. |
Comments:
<< Home
E estamos em viagem. Mas não sei o número do planeta em que habito. Também não serviria de muito. O planeta está sempre em movimento... quem está, está. Quem não está estivesse!
Mas cada vez que te procuro encontro-te.
Já é mais difícil encontrar-me a mim próprio, alterno entre planetas, redemoinho entre sóis, cortejo os cometas e passeio olimpicamente na poeira das estrelas. Às vezes procuro-me nos anéis irisados de um planeta anónimo e se calha de me encontrar fico ciente que se deve a mera casualidade pois de facto nunca lá estou.
Post a Comment
Já é mais difícil encontrar-me a mim próprio, alterno entre planetas, redemoinho entre sóis, cortejo os cometas e passeio olimpicamente na poeira das estrelas. Às vezes procuro-me nos anéis irisados de um planeta anónimo e se calha de me encontrar fico ciente que se deve a mera casualidade pois de facto nunca lá estou.
<< Home

