Saturday, October 29, 2005
Receita para um Sorriso
Deixa a cara em paz.
Abre os ouvidos para as cores da paleta das teclas do piano.
Vês agora?
Há-as azuis, amarelas, encarnadas, até pretas e brancas, violetas e cor de laranja.
Com elas podes compor arco-íris e estruturas como se desenhasses casas e pontes e praças.
Fá-lo.
Desenha as cores com os teus dedos no teclado do piano.
Deixa a cara em paz e ouve só as cores.
Vais ver que os cantos dos lábios te começam a subir, e os dos olhos te começam a descer.
Procuram-se.
Fazem uma espécie de desenho redondo à volta do nariz.
Misturas as cores.
Tocas as notas das nuvens atingidas de rubor, coradas do esforço de amanhecer, as notas dos peixes que saltam no rio ou as notas dos recantos de jardim onde as flores saltitam em frisos de colcheias.
Pois.
Vês que já estás a sorrir?
Continua, quero dizer a tocar.
Obstinadamente deixa que as teclas roxas tomem conta de ti. E as de cor púrpura, e aquelas azuis carregadas de mau feitio.
Sorri agora de esguelha, deixa que a tua parte esquerda tome conta de ti.
Carrega os tons como se o mar se enfurecesse contra as rochas, a cada onda o medo de que finalmente assalte a costa e te leve para o abismo.
Mas não.
Vais ver que acalma.
Vais ver que um azul pianíssimo te toca de novo a corda da paz.
E sorris.
E vês claramente o que nunca tinhas reparado até então:
A luz profundamente cor de laranja da primeira Gimnopédie.
E sorris.
Abre os ouvidos para as cores da paleta das teclas do piano.
Vês agora?
Há-as azuis, amarelas, encarnadas, até pretas e brancas, violetas e cor de laranja.
Com elas podes compor arco-íris e estruturas como se desenhasses casas e pontes e praças.
Fá-lo.
Desenha as cores com os teus dedos no teclado do piano.
Deixa a cara em paz e ouve só as cores.
Vais ver que os cantos dos lábios te começam a subir, e os dos olhos te começam a descer.
Procuram-se.
Fazem uma espécie de desenho redondo à volta do nariz.
Misturas as cores.
Tocas as notas das nuvens atingidas de rubor, coradas do esforço de amanhecer, as notas dos peixes que saltam no rio ou as notas dos recantos de jardim onde as flores saltitam em frisos de colcheias.
Pois.
Vês que já estás a sorrir?
Continua, quero dizer a tocar.
Obstinadamente deixa que as teclas roxas tomem conta de ti. E as de cor púrpura, e aquelas azuis carregadas de mau feitio.
Sorri agora de esguelha, deixa que a tua parte esquerda tome conta de ti.
Carrega os tons como se o mar se enfurecesse contra as rochas, a cada onda o medo de que finalmente assalte a costa e te leve para o abismo.
Mas não.
Vais ver que acalma.
Vais ver que um azul pianíssimo te toca de novo a corda da paz.
E sorris.
E vês claramente o que nunca tinhas reparado até então:
A luz profundamente cor de laranja da primeira Gimnopédie.
E sorris.
Comments:
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Voilà! um bom exercício de piano! Procurar no teclado a paleta do artista. Também resulta (tenho experimentado) ir buscar os sons ao arco-íris.
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