Saturday, October 01, 2005
O Sonho e o Anjo parte VI
O que quer que fosse não se limita a observar-me, agora quer que eu tenha conhecimento de que está lá, de que há uma parte consciente dos meus sonhos que quer falar comigo, dizer-me qualquer coisa.
Mergulho na escuridão e no sono, depois procuro uma imagem diferente, uma cor, uma nota aparentemente fora do tom, ou um movimento.
À minha direita um ligeiro arrastar como se fosse para chamar a minha atenção.
Volto-me e já lá não esta, mas um vazio pronuncia um movimento recente, uma corrente de ar, ou uma perturbação na superfície da água em que nado.
Volto-me outra vez, em todas as direcções.
Em todas elas recebo impressões de que esteve ali mesmo agora.
Que sombra é esta que chama a minha atenção e depois se esconde, que me algema e transforma as algemas em simples recordações de modo a que a água do tempo as lave da minha memória.
E é tão difícil recordar.
Mergulho na escuridão e no sono, depois procuro uma imagem diferente, uma cor, uma nota aparentemente fora do tom, ou um movimento.
À minha direita um ligeiro arrastar como se fosse para chamar a minha atenção.
Volto-me e já lá não esta, mas um vazio pronuncia um movimento recente, uma corrente de ar, ou uma perturbação na superfície da água em que nado.
Volto-me outra vez, em todas as direcções.
Em todas elas recebo impressões de que esteve ali mesmo agora.
Que sombra é esta que chama a minha atenção e depois se esconde, que me algema e transforma as algemas em simples recordações de modo a que a água do tempo as lave da minha memória.
E é tão difícil recordar.