Thursday, October 20, 2005

 

Lisboa

Estendo as asas ao Sol. Circundo gravemente o Rio, ganho velocidade e altura. O castelo antes lá em cima apresenta-se-me agora na sua dimensão vertical a partir do alto, como um mapa de si próprio.A cidade branca torna-se a cidade cor de telha, o Rio um fio cor de prata.As pessoas, os carros, libertaram as artérias da cidade e esta pode fluir sem percalços.

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Estendo-me ao comprido, no chão da terra, sob as asas do sol. Os braços estendidos à frente, as palmas das mãos viradas para cima. Flutuo. Sou rio. Tenho veias, como rio, cabelos, como rio, movimento, como rio, passado e futuro, como rio. Como rio, não tenho presente. Apenas eternidade.
 
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