Sunday, October 02, 2005
A Catedral Submesa
O Rio navega suave num movimento lento.
No seu caminho um pequeno degrau fá-lo incompatibilizar duas notas, como se fosse uma queda de água sem rumor, sem redemoinhos, sem carrosséis de espuma sem nada, só com uma descida breve, como um declive.
Nada até aí no seu percurso fazia adivinhar o intervalo. Seguira sempre, como se estivesse adormecido entre os braços confortáveis das margens.
E agora aquilo, um sobressalto. Leve, sim, mas um sobressalto.
A música resultante desse movimento perturba. Uma angústia subtil nas mãos do pianista faz temer qualquer coisa que não se adivinha no correr da água.
Em sobressalto aproximo-me, mergulho no Rio, espreito por debaixo do seu manto, procuro no seu leito a causa da distorção.E é agora que a oiço, no seu estilo gótico dirigida a um céu que mora debaixo de água, a Catedral Submersa.
No seu caminho um pequeno degrau fá-lo incompatibilizar duas notas, como se fosse uma queda de água sem rumor, sem redemoinhos, sem carrosséis de espuma sem nada, só com uma descida breve, como um declive.
Nada até aí no seu percurso fazia adivinhar o intervalo. Seguira sempre, como se estivesse adormecido entre os braços confortáveis das margens.
E agora aquilo, um sobressalto. Leve, sim, mas um sobressalto.
A música resultante desse movimento perturba. Uma angústia subtil nas mãos do pianista faz temer qualquer coisa que não se adivinha no correr da água.
Em sobressalto aproximo-me, mergulho no Rio, espreito por debaixo do seu manto, procuro no seu leito a causa da distorção.E é agora que a oiço, no seu estilo gótico dirigida a um céu que mora debaixo de água, a Catedral Submersa.