Sunday, October 02, 2005
Avenida do Pôr do Sol
Na Avenida do Pôr-do-sol uma rapariga espreita de uma janela semi-cerrada.
Espreita o Sol que se põe e o movimento da Rua. Pouco, que é Agosto e o calor encerrou a cidade para férias.
Há uma ânsia no seu olhar, como se fosse possível ver para além do Pôr-do-sol e dos carros que passam em baixo sem pressa, como se tivesse pressa de chegar a um destino que ainda não há.
No calor da noite o rio reflecte o olhar das luzes da cidade, agora cheias de melancolia, devolve-nos os olhares indiscretos com que o perturbamos, devolve-nos a melancolia e diz-nos: - «Toma lá, é tua. Guarda-a junto de ti.»
Ainda falta tanto para a madrugada.
Passeio o olhar pelo leito da rua, do rio que fica entre as casas e que o calor do dia aqueceu, onde os sonhos morrem afogados em cada Verão, mas nada acontece na água parada do alcatrão.
Às vezes um carro procura alguma coisa com os faróis, os olhos de um gato brilham no escuro.
Mas mais nada.
Espreita o Sol que se põe e o movimento da Rua. Pouco, que é Agosto e o calor encerrou a cidade para férias.
Há uma ânsia no seu olhar, como se fosse possível ver para além do Pôr-do-sol e dos carros que passam em baixo sem pressa, como se tivesse pressa de chegar a um destino que ainda não há.
No calor da noite o rio reflecte o olhar das luzes da cidade, agora cheias de melancolia, devolve-nos os olhares indiscretos com que o perturbamos, devolve-nos a melancolia e diz-nos: - «Toma lá, é tua. Guarda-a junto de ti.»
Ainda falta tanto para a madrugada.
Passeio o olhar pelo leito da rua, do rio que fica entre as casas e que o calor do dia aqueceu, onde os sonhos morrem afogados em cada Verão, mas nada acontece na água parada do alcatrão.
Às vezes um carro procura alguma coisa com os faróis, os olhos de um gato brilham no escuro.
Mas mais nada.