Monday, October 31, 2005
Adriano e o Faraó
Capítulo V.
Bento de Espinoza e o Pato Donald
Episódio I
Na realidade a vida da Clarinha não era assim tão simples. Basta ver: O namorado fora, sempre sujeito a ser extinto como espécie futebolística num Domingo de sarrafada, as noites frias a olhar para o retrato dele e a suspirar.
Pior que a suspirar. Onde estará ele agora, nalgum bar de alterne a ouvir ordinarices com sotaque Paulista? Com alguma gaja apreciadora das suas qualidades como futebolista?
Que lhe arrancava os olhos, pensava. A ele e a ela.
Mas se bem que o ciúme de certo modo aqueça a alma não é de modo nenhum substituto para o suave aconchego do amor.
A telenovela depois do jantar não podia de modo nenhum satisfazer os anseios de uma jovem. É a vida.
É nesta altura que entra o Pato Donald na sua vida. Não, claro, a criatura de Walt Disney, mas o namorado de uma colega de Faculdade chamado na realidade Zé Manel, mas que toda a gente conhecia pelo alias de Pato Donald, ou mesmo de Donald, o Pato.
Simpático o rapaz.
Podia descrever o cerco que ele fez até chegar ao íntimo da Clarinha.
Podia, isto era, se soubesse, mas eu dessas artes não percebo nada (li um livrinho do Ovídio sobre o assunto, mas não me adiantou grande coisa) e se soubesse não era o Donald ou Ronaldo ou lá o que é que lá estava…
Bento de Espinoza e o Pato Donald
Episódio I
Na realidade a vida da Clarinha não era assim tão simples. Basta ver: O namorado fora, sempre sujeito a ser extinto como espécie futebolística num Domingo de sarrafada, as noites frias a olhar para o retrato dele e a suspirar.
Pior que a suspirar. Onde estará ele agora, nalgum bar de alterne a ouvir ordinarices com sotaque Paulista? Com alguma gaja apreciadora das suas qualidades como futebolista?
Que lhe arrancava os olhos, pensava. A ele e a ela.
Mas se bem que o ciúme de certo modo aqueça a alma não é de modo nenhum substituto para o suave aconchego do amor.
A telenovela depois do jantar não podia de modo nenhum satisfazer os anseios de uma jovem. É a vida.
É nesta altura que entra o Pato Donald na sua vida. Não, claro, a criatura de Walt Disney, mas o namorado de uma colega de Faculdade chamado na realidade Zé Manel, mas que toda a gente conhecia pelo alias de Pato Donald, ou mesmo de Donald, o Pato.
Simpático o rapaz.
Podia descrever o cerco que ele fez até chegar ao íntimo da Clarinha.
Podia, isto era, se soubesse, mas eu dessas artes não percebo nada (li um livrinho do Ovídio sobre o assunto, mas não me adiantou grande coisa) e se soubesse não era o Donald ou Ronaldo ou lá o que é que lá estava…