Tuesday, September 27, 2005
O Sonho e o Anjo
| No meio de um sonho uma luz. Pelo menos pareceu-me entrevê-la. Talvez fosse uma parte ainda mais escura num cenário em branco e preto, ou talvez uma parte mais clara. Não sei mesmo se se pode dizer que a entrevi de tal modo foi fugaz a suas presença, se é que de facto esteve presente e assistiu ao sonho. Pode ter sido um pedaço de cor sépia a separar-se da visão pouco nítida de um altar-mor de uma igreja iluminada à maneira barroca, em talha dourada baça como se estivesse submersa. Talvez uma frase solta de um órgão da mesma igreja, frase entreouvida no vento antes de este mudar de destino, frase abafada pelo peso da água em que estava mergulhada, quase sussurrada, a partir ao mesmo tempo que chegava. Não sei se a vi, se a ouvi dentro do meu sonho ou se simplesmente sonhei que a sonhei, mas a sensação atingiu-me de forma indelével. Ou pareceu atingir-me. |
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Quando parece atingir-nos é a prova máxima de que perfurou o coração. A partir dessa altura somos perfurados por todos os anjos do caminho.
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