Thursday, September 29, 2005

 

E Mozart?

Entretanto mudei para a Cecilia Bartoli a cantar Mozart.
Outras duas provas da marca de família.

A paixão em Mozart é sempre uma paixão lúdica.
Sente-se que salta, que corre descalça pelos corredores iluminados da alegria ou da tristeza, mas sempre com a noção de que se está a construir um jogo.
Os momentos de dor (e não há paixão sem dor) são magníficos mas atrás deles adivinha-se sempre um despertar íntimo, solar, radioso, como se mesmo um olho magoado fosse capaz de piscar uma surpresa por entre as lágrimas

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